sábado, 15 de maio de 2010

História do rio Tietê

Onde nasce o rio Tietê?
Sua nascente se localiza no município de Salesópolis em uma altitude de aproximadamente 1.030 metros. A região é conhecida como Pedra Rajada, na Serra do Mar. Diferente dos outros rios, o Tietê ignora o mar e avança para o interior de São Paulo e suas águas chegam até a nascente do rio Paraná, na divisa com o Mato Grosso, por cerca de 1.150 km.
História
O primeiro núcleo formado perto das margens do rio Tietê foi São Paulo. Depois, são formados outros complexos como Guarulhos, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Freguesia do Ó, Santana de Parnaíba e Porto Feliz. Nessa época, o rio era utilizado como meio de transporte, meio de subsistência e diversão. Mesmo depois das grandes enchentes causadas pelo Tietê, no momentos em que o rio estava mais tranquilo era usado para o divertimento das pessoas, que realizavam partidas de futebol e piqueninques em suas margens. Já em suas águas eram praticados esportes náuticos e a pesca.
A morte do rio começou na década de 1920, com o investimento da empresa Light na construção da Represa Guarapiranga e das hidrelétricas Edgar de Souza e Rasgão, em Santana de Parnaíba. No entanto, mesmo nessa década e em 1930, ainda era praticada no rio atividades como a pesca e atividades esportivas. Foram criados alguns clubes de regata e natação, como o Clube de Regatas e Espéria.
O processo desenfreado de poluição do rio por esgotos doméstico e industrial no trecho de São Paulo ocorreu nas décadas de 1940 a 1970 e teve sua origem por causa da industrialização e da expansão urbana nesse mesmo período. Os principais afluentes afetados foram os rios Tamanduatei e Aricanduva.
No ano de 1962, a Comissão Especial para o Programa de Despoluição do Rio Tietê apresentou um relatório das águas do rio examinadas pela CETESB (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental do Estado de São Paulo) por todo o seu percurso. As conclusões foram decepcionantes.
Próximo à sua nascente, as águas estavam em seu estado natural. Perto da região de Mogi das Cruzes, a água apontava a presença de esgotos domésticos e baixa contaminação de coliformes fecais. No Jardim Nova Cumbica, o rio era classificado como morto, pois apareciam grandes quantidades de efluentes domésticos e industrias. Na ponte dos Remédios, o rio já podia ser classificado como impróprio.
Nos anos 1980, o rio atingiu um nível desagradável e já era considerado imundo e com odor desagradável. Toda a vida que ali existia já tinha morrido, assim como o desaparecimento da transparência em suas águas. O Tietê passou a ser coberto por uma película oleosa. Isso ocorreu por causa da falta de vontade política dos governantes da época e a falta de consciência e educação ambiental da população, que impediu qualquer movimentação para salvar o rio.
São retirados do rio Tietê e do rio Pinheiros cerca de cinco milhões de metros cúbicos de lixo e efluentes de esgotos domésticos e industriais.


Texto baseado nos sites: http://riotiete.sites.uol.com.br
www.wikipedia.com.br





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