terça-feira, 8 de junho de 2010

Projeto Educando Sobre as Águas “Educar para preservar”


A ONG Mãe Natureza, em Barra Bonita, criou há cinco anos o Projeto Educando Sobre as Águas “Educar para preservar”, com o objetivo de orientar os professores e os alunos do ensino fundamental das redes públicas e particulares, sobre a situação das águas do Rio Tietê com o uso de cartilhas, CDs, vídeos e amostras.
Com a disposição de um ônibus ecológico e da embarcação Agência Escola Flutuante Anhanguera, cedida pela Marinha do Brasil, a ONG visitou mais de mil escolas de municípios diferentes em 2009, levando discussões como: a conscientização ambiental, o uso racional da água e a exposição dos problemas da qualidade da água em diferentes locais devido à poluição que sofre em seu trajeto.
Dentro do ônibus há materiais que ajudam na compreensão da situação do rio, cerca de um milhão de estudantes conheceram as espécies de peixes que vivem no rio, viram amostras da qualidade da água em seis locais diferentes do extenso trajeto de 1.136 quilômetros que o Rio Tietê faz.





Vídeo:
http://www.youtube.com/watch?v=C1OaxFzKskA&feature=player_embedded#!
Texto de base: http://www.maenatureza.org.br/

domingo, 6 de junho de 2010

Dica de filme!



O filme El método (O que você faria?), do diretor Marcelo Piñeyro, se passa em uma sala de reunião, em que candidatos disputam uma vaga em uma multinacional de Madri, Espanha. No mesmo local, está sendo realizada uma reunião do G-8, o que acarreta em uma manifestação violenta nas ruas da capital contra a globalização e a política monetária do FMI.
Os executivos participam de uma seleção diferente da habitual, em que as provas são elaboradas com base no "método Grönholm". Os oito são trancados na sala, onde várias atividades são mandadas pelo computador, as quais têm como objetivo observar a interação entre eles. Durante as provas, eles mesmo devem entrar em um consenso e eliminar os concorrentes. Uma dessas provas aponta que um dos candidatos é um agente da empresa que está infiltrado para analisar os concorrentes de perto.
No decorrer do dia, depois de quatro candidatos serem eliminados, descobre-se quem é o agente infiltrado e a selação continua com tarefas que avaliam a dinâmica dos restantes.
A última cena do filme apresenta as ruas destruídas de Madri depois de um dia inteiro de manifestações, em que se vê carros virado, lixos nas ruas, entre outros.

Vale a pena assistir!

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Crônica: Caos a beira-rio

São Paulo, rio Tietê. Todos os dias que passo por aqui, em quaisquer horários, já que as circunstâncias caóticas são sempre as mesmas, tenho pensamentos iguais aos de meu pai. Quando vivia, meu pai dizia as mesmas coisas que falo hoje, na verdade vale ressaltar que eu o julgava exageradamente impaciente, rabugento e, algumas vezes, cético demais diante do que o mundo poderia ser.
Segunda-feira, 7h33 minutos. A única opção que tenho para evitar o desconforto dos transportes é a de morar perto, mas bem perto do local onde trabalho, ou seja, bem longe do local onde moro hoje. Fora isso, poderia optar por ir trabalhar de trem, ser assaltado e não ter dinheiro para pagar o táxi que me levaria à empresa. Poderia ir trabalhar de metrô e ser completamente esmagado até chegar à Barra Funda, claro, a estação onde desço é a última, que ótimo, não? Poderia ir trabalhar de ônibus, pegar um trânsito infernal, cair várias vezes no colo de outros homens e apanhar de uma velhinha de 80 anos que acha que estou passando a mão em seu traseiro propositalmente. Poderia ir trabalhar a pé, demorar 6 horas para chegar à empresa, ser demitido e me aposentar fazendo trancinhas na praia. Com todas essas possibilidades incríveis que a cidade de São Paulo oferece, escolhi ir trabalhar de carro. Problemas? Para quem encara a rotina dos transportes públicos, ir de carro é surreal, como se essa realidade fosse magnífica e inatingível para alguns. Na verdade, percebo isso quando vou trabalhar de metrô às quartas-feiras, já que é o rodízio do meu carro. Ai de quem reclamar do aperto: -“Vai de táxi, playboyzinho. Tá acostumado com o carro, né?” O que poucos sabem é que encarar a Marginal Tietê pode ser tão desesperador quanto aguardar a abertura de portas no Brás.
Sejamos claros, dizem que o rio Tietê era maravilhoso há anos atrás, de certo deveria ser, mas como algo antes tão prazeroso poderia ter ser tornado o inferno diário de milhares de pessoas que circulam pela região? Não sei. Trânsito, mau cheiro, paulistanos mal humorados, carros pifando, calor, buracos, pouca sinalização e outros, mas muitos outros problemas que poderiam ser enumerados sem dificuldade.
As melhoras são insuficientes e, por isso, hoje reclamo tanto quanto meu pai. Confesso que não sou inteiramente cético, pois acredito no jeitinho brasileiro de tentar mudar. Vamos ver, nada é esquecido pelos políticos em ano eleitoral...

Equipe Sustenta Tietê.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

A difícil tarefa para acabar com a poluição


Passados quase 20 anos, a despoluição do rio Tietê ainda está muito aquém dos níveis desejados. Três fatores contribuíam para a poluição: a sujeira que a própria população despejava no rio, a falta de usinas de tratamento de esgoto e canalização de córregos e, a poluição industrial, causada por mais de 1.250 empresas que despejavam seu lixo não tratado diretamente no rio.
A população, liderada por entidades ambientalistas, exigia a limpeza de suas águas. Diante de tais pressões populares, em 1991, o governador de São Paulo Luiz Antonio Fleury Filho, ordenou à Sabesp - Empresa de Saneamento Básico do Estado de São Paulo, que se comprometesse a estabelecer um programa de despoluição do rio. A difícil tarefa de acabar com a poluição gerada por esgotos na região metropolitana de São Paulo recebeu o nome de Projeto Tietê, que além do combate à poluição e tratamento de esgoto, o programa de despoluição do Tietê também foca no controle de efluentes das indústrias.
A primeira fase do Projeto Tietê foi realizada entre 1992 e 1998. Com investimentos de US$ 1,1 bilhão foram inauguradas 3 novas estações de tratamento de esgotos: São Miguel, ABC e Parque Novo Mundo. Além disso, a Sabesp ampliou a capacidade de tratamento da Estação de Barueri de 7 para 9,5 mil litros de esgotos tratados por segundo. Foram construídos também 1,5 quilômetros de redes coletoras, 315 quilômetros de coletores - tronco 37 quilômetros de interceptores e mais 250 mil ligações domiciliares.
A segunda etapa teve início em 2000 e foi concluída no final de 2008. O trabalho consistiu na ampliação dos índices de coleta de esgotos de 80% para 84% e do tratamento de 62% para 70%, permitindo que 350 milhões de litros de esgotos deixassem de ser lançados nos rios. Os benefícios envolvem melhorias na saúde pública e qualidade de vida da população, com a ampliação do serviço de coleta de esgotos a mais de 400 mil famílias. Nesta etapa foram investidos US$ 500 milhões, sendo US$ 200 milhões financiados pelo BID – Banco Interamericano de Desenvolvimento – e US$ 300 milhões com recursos da Sabesp, contando com o apoio do BNDES – Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social. As obras referem-se à construção de grandes e extensas tubulações de esgotos que se comparam aos túneis viários de metrôs. O trabalho principal consistiu na interligação do sistema de coleta às estações de tratamento que foram construídas na primeira etapa do Projeto.
Atualmente o projeto está na terceira fase, que foi inicializada em 2009 e tem como expectativa o seu término em 2015. O objetivo é dar continuidade à melhoria da qualidade ambiental da bacia do Alto Tietê, por meio da ampliação da infraestrutura de coleta, afastamento e tratamento de esgoto. Nesta fase, mais de 1,5 milhão de pessoas serão beneficiadas com a coleta de esgoto e mais de 3 milhões terão seus esgotos tratados.
Apesar dos investimentos efetuados, a poluição difusa da região metropolitana, composta por chuva ácida, poeiras, lixo e resíduos de veículos continuará indo para as galerias de águas pluviais sem tratamento, pois esta rede não está conectada com a rede de esgotos. O rio, depois de todo o projeto de despoluição implantado, apresentará indicadores técnicos e ambientais muito superiores aos atuais, porém esteticamente a percepção da qualidade das águas não será tão grande por parte da população, sendo necessário um trabalho de esclarecimento a todos.
Texto baseado: Wikipédia
Site: http://www2.sabesp.com.br/projetotiete/

terça-feira, 25 de maio de 2010

Como o rio Tietê ficou poluído?


No começo do século XX, o rio Tietê era considerado um local de lazer para alguns moradores de São Paulo. Em suas águas praticava-se esportes, como remo, canoagem e natação. Já em sua margem, os visitantes se divertiam com piqueniques e a pesca. No entanto, o rio proporcionou tal diversão até a década de 1950, quando o despejo de lixo pelas indústrias passou a ser mais intenso, transformando a região imprópria para a continuação de tais atividades. Atualmente, 680 toneladas de esgoto são derramadas no trecho que atravessa a grande São Paulo.
Eliana Stopa, 34 anos, mora perto do rio no trecho em que atravessa Iguaçu. “Quando vou à São Paulo e volto para Igaraçu, vejo que aqui o Rio Tietê parece outro. Não fede, não parece mais como petróleo. O rio que é ponto turístico aqui em Barra Bonita não é o mesmo que passa em São Paulo.” Em uma tentativa de salvar o rio, foi secretaria do projeto da prefeitura da região junto com a Ong Mãe Natureza, as quais tem como objetivo conscientizar crianças de sete a 14 anos da rede pública a preservar o rio e a praticar esportes no mesmo, como canoagem e remo.
A diferença entre as águas do rio em São Paulo, trecho que se encontra mais poluído, e as águas de Barra Bonita deve-se ao processo de purificação que a mesma sofre durante o trajeto. Desde que as águas saem da nascente em Salisopolis são poluídas com esgoto doméstico. São Paulo é o trecho que mais despeja dejetos. Ao sair da região paulista, as águas sofrem modificações naturais como oxigenação (agitação das águas) e mistura de águas limpas de seus afluentes. Um dos pontos que mais favorecem a purificação das águas é a preservação da margem ciliar na região de Barra Bonita, com ela dobra-se o oxigênio da água e há decomposição de matérias em menos tempo.


Trajeto das águas do Rio Tietê:

Salesopolis (nascente)
A água é pura e cristalina quando emerge na reserva ambiental Parque Nascentes do Rio Tietê.

Biritiba Mirim
As águas apresentam vestígios de poluição orgânica (agrotóxicos e fertilizantes)devido às grandes plantações da região.

Mogi das Cruzes
O rio já está poluído por agrotóxicos e fertilizantes e ainda são despejadas 60 toneladas de esgotos domésticos.

Guarulhos
O Tietê está completamente poluído. Sua água não é transparente e possui tom marrom, as margens ciliar estão desmatadas e são derramadas 680 toneladas de esgoto.

Pirapora do Bom Jesus
Neste trecho, espumas brancas na superfície do rio são causadas pelos resquícios de detergentes e pela agitação das águas. Ainda neste trajeto, o rio começa a ser purificado devido aos afluentes e as quedas das cachoeiras que deixam a água com mais oxigênio.

Conchas
Com a oxigenação da água neste espaço surgem novamente peixes, micro-organismos e plantas. É possível fazer pesca e nadar na região.

Barra Bonita
Apesar da qualidade da água não ser a mesma da nascente o rio, este trecho já está recuperado, recebe tratamento e abastece alguma.

Imagem: http://www.panodajangada.wordpress.com/

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Conscientização ambiental desde cedo

A consciência e educação ambiental devem ser cultivadas desde cedo, afim de que o ser humano continue dando frutos mesmo em sua vida adulta.
Visando a melhoria da condição de vida humana e tendo essa consciência, na cidade de Novo Horizonte, em São Paulo, nas escolas municipais, estaduais e particulares foi criado o Projeto Tietê nas Escolas. Com o apoio da Prefeitura Municipal, Departamento de Água e Energia Elétrica (DAEE), Diretoria Municipal de Educação, Meio Ambiente e Departamento Hidroviário (órgão ligado à Secretaria dos Transportes do Estado), os alunos que participaram desse projeto puderam ver uma exposição de fotos e maquetes sobre o rio, para entenderem a importância do rio para Novo Horizonte e para o Estado.
Previsto para durar 50 dias, o projeto será dividido em três etapas. Com contato direto entre os organizadores e o projeto, as crianças serão ainda informadas sobre a importância do rio Tietê em seus aspectos ambiental, econômico e social. O propósito do projeto, segundo Miguel Ribeiro, gerente do Centro de Atendimento do Departamento Hidroviário da Secretaria dos Transportes, é fazer com que os participantes tenham a oportunidade de conhecer o rio Tietê no contexto da hidrovia Tietê-Paraná e os produtos que são transportados pelas balsas ao longo do trecho da hidrovia, como cana, soja, ferro, papel, álcool e pedra, entre outros.
Como parte do programa, os alunos deverão elaborar textos, redações, poesias e crônicas, além de apresentar trabalho manual, como maquetes, colagens e desenho a mão livre.
Dessa maneira, desde cedo as crianças terão consciência ambiental, saberão o que prejudica (ou não) o meio ambiente, como melhorar a qualidade de vida no todo, não só em relação ao rio Tietê.
Aqui está um dos trabalhos realizados pelos alunos da Escola Municipal Francisco Alvares Florence (FAF):


Texto com auxílio do site

- http://www.jornalliberdade.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=1123&Itemid=9

segunda-feira, 17 de maio de 2010

sábado, 15 de maio de 2010

História do rio Tietê

Onde nasce o rio Tietê?
Sua nascente se localiza no município de Salesópolis em uma altitude de aproximadamente 1.030 metros. A região é conhecida como Pedra Rajada, na Serra do Mar. Diferente dos outros rios, o Tietê ignora o mar e avança para o interior de São Paulo e suas águas chegam até a nascente do rio Paraná, na divisa com o Mato Grosso, por cerca de 1.150 km.
História
O primeiro núcleo formado perto das margens do rio Tietê foi São Paulo. Depois, são formados outros complexos como Guarulhos, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Freguesia do Ó, Santana de Parnaíba e Porto Feliz. Nessa época, o rio era utilizado como meio de transporte, meio de subsistência e diversão. Mesmo depois das grandes enchentes causadas pelo Tietê, no momentos em que o rio estava mais tranquilo era usado para o divertimento das pessoas, que realizavam partidas de futebol e piqueninques em suas margens. Já em suas águas eram praticados esportes náuticos e a pesca.
A morte do rio começou na década de 1920, com o investimento da empresa Light na construção da Represa Guarapiranga e das hidrelétricas Edgar de Souza e Rasgão, em Santana de Parnaíba. No entanto, mesmo nessa década e em 1930, ainda era praticada no rio atividades como a pesca e atividades esportivas. Foram criados alguns clubes de regata e natação, como o Clube de Regatas e Espéria.
O processo desenfreado de poluição do rio por esgotos doméstico e industrial no trecho de São Paulo ocorreu nas décadas de 1940 a 1970 e teve sua origem por causa da industrialização e da expansão urbana nesse mesmo período. Os principais afluentes afetados foram os rios Tamanduatei e Aricanduva.
No ano de 1962, a Comissão Especial para o Programa de Despoluição do Rio Tietê apresentou um relatório das águas do rio examinadas pela CETESB (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental do Estado de São Paulo) por todo o seu percurso. As conclusões foram decepcionantes.
Próximo à sua nascente, as águas estavam em seu estado natural. Perto da região de Mogi das Cruzes, a água apontava a presença de esgotos domésticos e baixa contaminação de coliformes fecais. No Jardim Nova Cumbica, o rio era classificado como morto, pois apareciam grandes quantidades de efluentes domésticos e industrias. Na ponte dos Remédios, o rio já podia ser classificado como impróprio.
Nos anos 1980, o rio atingiu um nível desagradável e já era considerado imundo e com odor desagradável. Toda a vida que ali existia já tinha morrido, assim como o desaparecimento da transparência em suas águas. O Tietê passou a ser coberto por uma película oleosa. Isso ocorreu por causa da falta de vontade política dos governantes da época e a falta de consciência e educação ambiental da população, que impediu qualquer movimentação para salvar o rio.
São retirados do rio Tietê e do rio Pinheiros cerca de cinco milhões de metros cúbicos de lixo e efluentes de esgotos domésticos e industriais.


Texto baseado nos sites: http://riotiete.sites.uol.com.br
www.wikipedia.com.br





quinta-feira, 13 de maio de 2010

Apresentação aos leitores


Caros leitores,

A iniciativa da criação deste blog veio a partir de um projeto de graduação do curso de jornalismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie, cuja disciplina envolvida é meio ambiente e sustentabilidade.
Gigante pela própria natureza e fruto de lembranças quase extintas nessa geração, o Rio Tietê é foco dessa peça, a qual pretende abordar a história, os projetos anteriores, presentes e futuros e entrevistas com especialistas aptos a responder questionamentos de cidadãos comuns. Dessa forma, o ideal de jornalismo público será viável através da aceitação de sugestões de pautas, críticas e elogios que eventualmente poderão ser postadas no blog, a fim de promover o engajamento público.
Como estratégia para atração de espectadores e dinamização do blog, variados gêneros jornalísticos serão utilizados para a integração dos leitores com conteúdo ambiental de qualidade, além de vídeos e imagens exibidos e devidamente creditados.
Nós, da equipe do Sustenta Tietê, esperamos que nosso produto seja útil para o conhecimento de todos aqueles que se preocupam com pautas ambientais, principalmente focadas no Rio Tietê.
Aproveite e colabore você também com essa causa!!!

Rita Albuquerque, Ana Beatriz, Thais Peixoto, Cinthia Martins e Stéfane Valvassori

Equipe Sustenta Tietê.