
Passados quase 20 anos, a despoluição do rio Tietê ainda está muito aquém dos níveis desejados. Três fatores contribuíam para a poluição: a sujeira que a própria população despejava no rio, a falta de usinas de tratamento de esgoto e canalização de córregos e, a poluição industrial, causada por mais de 1.250 empresas que despejavam seu lixo não tratado diretamente no rio.
A população, liderada por entidades ambientalistas, exigia a limpeza de suas águas. Diante de tais pressões populares, em 1991, o governador de São Paulo Luiz Antonio Fleury Filho, ordenou à Sabesp - Empresa de Saneamento Básico do Estado de São Paulo, que se comprometesse a estabelecer um programa de despoluição do rio. A difícil tarefa de acabar com a poluição gerada por esgotos na região metropolitana de São Paulo recebeu o nome de Projeto Tietê, que além do combate à poluição e tratamento de esgoto, o programa de despoluição do Tietê também foca no controle de efluentes das indústrias.
A primeira fase do Projeto Tietê foi realizada entre 1992 e 1998. Com investimentos de US$ 1,1 bilhão foram inauguradas 3 novas estações de tratamento de esgotos: São Miguel, ABC e Parque Novo Mundo. Além disso, a Sabesp ampliou a capacidade de tratamento da Estação de Barueri de 7 para 9,5 mil litros de esgotos tratados por segundo. Foram construídos também 1,5 quilômetros de redes coletoras, 315 quilômetros de coletores - tronco 37 quilômetros de interceptores e mais 250 mil ligações domiciliares.
A segunda etapa teve início em 2000 e foi concluída no final de 2008. O trabalho consistiu na ampliação dos índices de coleta de esgotos de 80% para 84% e do tratamento de 62% para 70%, permitindo que 350 milhões de litros de esgotos deixassem de ser lançados nos rios. Os benefícios envolvem melhorias na saúde pública e qualidade de vida da população, com a ampliação do serviço de coleta de esgotos a mais de 400 mil famílias. Nesta etapa foram investidos US$ 500 milhões, sendo US$ 200 milhões financiados pelo BID – Banco Interamericano de Desenvolvimento – e US$ 300 milhões com recursos da Sabesp, contando com o apoio do BNDES – Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social. As obras referem-se à construção de grandes e extensas tubulações de esgotos que se comparam aos túneis viários de metrôs. O trabalho principal consistiu na interligação do sistema de coleta às estações de tratamento que foram construídas na primeira etapa do Projeto.
Atualmente o projeto está na terceira fase, que foi inicializada em 2009 e tem como expectativa o seu término em 2015. O objetivo é dar continuidade à melhoria da qualidade ambiental da bacia do Alto Tietê, por meio da ampliação da infraestrutura de coleta, afastamento e tratamento de esgoto. Nesta fase, mais de 1,5 milhão de pessoas serão beneficiadas com a coleta de esgoto e mais de 3 milhões terão seus esgotos tratados.
Apesar dos investimentos efetuados, a poluição difusa da região metropolitana, composta por chuva ácida, poeiras, lixo e resíduos de veículos continuará indo para as galerias de águas pluviais sem tratamento, pois esta rede não está conectada com a rede de esgotos. O rio, depois de todo o projeto de despoluição implantado, apresentará indicadores técnicos e ambientais muito superiores aos atuais, porém esteticamente a percepção da qualidade das águas não será tão grande por parte da população, sendo necessário um trabalho de esclarecimento a todos.
Texto baseado: Wikipédia
Site: http://www2.sabesp.com.br/projetotiete/






