sexta-feira, 28 de maio de 2010

A difícil tarefa para acabar com a poluição


Passados quase 20 anos, a despoluição do rio Tietê ainda está muito aquém dos níveis desejados. Três fatores contribuíam para a poluição: a sujeira que a própria população despejava no rio, a falta de usinas de tratamento de esgoto e canalização de córregos e, a poluição industrial, causada por mais de 1.250 empresas que despejavam seu lixo não tratado diretamente no rio.
A população, liderada por entidades ambientalistas, exigia a limpeza de suas águas. Diante de tais pressões populares, em 1991, o governador de São Paulo Luiz Antonio Fleury Filho, ordenou à Sabesp - Empresa de Saneamento Básico do Estado de São Paulo, que se comprometesse a estabelecer um programa de despoluição do rio. A difícil tarefa de acabar com a poluição gerada por esgotos na região metropolitana de São Paulo recebeu o nome de Projeto Tietê, que além do combate à poluição e tratamento de esgoto, o programa de despoluição do Tietê também foca no controle de efluentes das indústrias.
A primeira fase do Projeto Tietê foi realizada entre 1992 e 1998. Com investimentos de US$ 1,1 bilhão foram inauguradas 3 novas estações de tratamento de esgotos: São Miguel, ABC e Parque Novo Mundo. Além disso, a Sabesp ampliou a capacidade de tratamento da Estação de Barueri de 7 para 9,5 mil litros de esgotos tratados por segundo. Foram construídos também 1,5 quilômetros de redes coletoras, 315 quilômetros de coletores - tronco 37 quilômetros de interceptores e mais 250 mil ligações domiciliares.
A segunda etapa teve início em 2000 e foi concluída no final de 2008. O trabalho consistiu na ampliação dos índices de coleta de esgotos de 80% para 84% e do tratamento de 62% para 70%, permitindo que 350 milhões de litros de esgotos deixassem de ser lançados nos rios. Os benefícios envolvem melhorias na saúde pública e qualidade de vida da população, com a ampliação do serviço de coleta de esgotos a mais de 400 mil famílias. Nesta etapa foram investidos US$ 500 milhões, sendo US$ 200 milhões financiados pelo BID – Banco Interamericano de Desenvolvimento – e US$ 300 milhões com recursos da Sabesp, contando com o apoio do BNDES – Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social. As obras referem-se à construção de grandes e extensas tubulações de esgotos que se comparam aos túneis viários de metrôs. O trabalho principal consistiu na interligação do sistema de coleta às estações de tratamento que foram construídas na primeira etapa do Projeto.
Atualmente o projeto está na terceira fase, que foi inicializada em 2009 e tem como expectativa o seu término em 2015. O objetivo é dar continuidade à melhoria da qualidade ambiental da bacia do Alto Tietê, por meio da ampliação da infraestrutura de coleta, afastamento e tratamento de esgoto. Nesta fase, mais de 1,5 milhão de pessoas serão beneficiadas com a coleta de esgoto e mais de 3 milhões terão seus esgotos tratados.
Apesar dos investimentos efetuados, a poluição difusa da região metropolitana, composta por chuva ácida, poeiras, lixo e resíduos de veículos continuará indo para as galerias de águas pluviais sem tratamento, pois esta rede não está conectada com a rede de esgotos. O rio, depois de todo o projeto de despoluição implantado, apresentará indicadores técnicos e ambientais muito superiores aos atuais, porém esteticamente a percepção da qualidade das águas não será tão grande por parte da população, sendo necessário um trabalho de esclarecimento a todos.
Texto baseado: Wikipédia
Site: http://www2.sabesp.com.br/projetotiete/

terça-feira, 25 de maio de 2010

Como o rio Tietê ficou poluído?


No começo do século XX, o rio Tietê era considerado um local de lazer para alguns moradores de São Paulo. Em suas águas praticava-se esportes, como remo, canoagem e natação. Já em sua margem, os visitantes se divertiam com piqueniques e a pesca. No entanto, o rio proporcionou tal diversão até a década de 1950, quando o despejo de lixo pelas indústrias passou a ser mais intenso, transformando a região imprópria para a continuação de tais atividades. Atualmente, 680 toneladas de esgoto são derramadas no trecho que atravessa a grande São Paulo.
Eliana Stopa, 34 anos, mora perto do rio no trecho em que atravessa Iguaçu. “Quando vou à São Paulo e volto para Igaraçu, vejo que aqui o Rio Tietê parece outro. Não fede, não parece mais como petróleo. O rio que é ponto turístico aqui em Barra Bonita não é o mesmo que passa em São Paulo.” Em uma tentativa de salvar o rio, foi secretaria do projeto da prefeitura da região junto com a Ong Mãe Natureza, as quais tem como objetivo conscientizar crianças de sete a 14 anos da rede pública a preservar o rio e a praticar esportes no mesmo, como canoagem e remo.
A diferença entre as águas do rio em São Paulo, trecho que se encontra mais poluído, e as águas de Barra Bonita deve-se ao processo de purificação que a mesma sofre durante o trajeto. Desde que as águas saem da nascente em Salisopolis são poluídas com esgoto doméstico. São Paulo é o trecho que mais despeja dejetos. Ao sair da região paulista, as águas sofrem modificações naturais como oxigenação (agitação das águas) e mistura de águas limpas de seus afluentes. Um dos pontos que mais favorecem a purificação das águas é a preservação da margem ciliar na região de Barra Bonita, com ela dobra-se o oxigênio da água e há decomposição de matérias em menos tempo.


Trajeto das águas do Rio Tietê:

Salesopolis (nascente)
A água é pura e cristalina quando emerge na reserva ambiental Parque Nascentes do Rio Tietê.

Biritiba Mirim
As águas apresentam vestígios de poluição orgânica (agrotóxicos e fertilizantes)devido às grandes plantações da região.

Mogi das Cruzes
O rio já está poluído por agrotóxicos e fertilizantes e ainda são despejadas 60 toneladas de esgotos domésticos.

Guarulhos
O Tietê está completamente poluído. Sua água não é transparente e possui tom marrom, as margens ciliar estão desmatadas e são derramadas 680 toneladas de esgoto.

Pirapora do Bom Jesus
Neste trecho, espumas brancas na superfície do rio são causadas pelos resquícios de detergentes e pela agitação das águas. Ainda neste trajeto, o rio começa a ser purificado devido aos afluentes e as quedas das cachoeiras que deixam a água com mais oxigênio.

Conchas
Com a oxigenação da água neste espaço surgem novamente peixes, micro-organismos e plantas. É possível fazer pesca e nadar na região.

Barra Bonita
Apesar da qualidade da água não ser a mesma da nascente o rio, este trecho já está recuperado, recebe tratamento e abastece alguma.

Imagem: http://www.panodajangada.wordpress.com/

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Conscientização ambiental desde cedo

A consciência e educação ambiental devem ser cultivadas desde cedo, afim de que o ser humano continue dando frutos mesmo em sua vida adulta.
Visando a melhoria da condição de vida humana e tendo essa consciência, na cidade de Novo Horizonte, em São Paulo, nas escolas municipais, estaduais e particulares foi criado o Projeto Tietê nas Escolas. Com o apoio da Prefeitura Municipal, Departamento de Água e Energia Elétrica (DAEE), Diretoria Municipal de Educação, Meio Ambiente e Departamento Hidroviário (órgão ligado à Secretaria dos Transportes do Estado), os alunos que participaram desse projeto puderam ver uma exposição de fotos e maquetes sobre o rio, para entenderem a importância do rio para Novo Horizonte e para o Estado.
Previsto para durar 50 dias, o projeto será dividido em três etapas. Com contato direto entre os organizadores e o projeto, as crianças serão ainda informadas sobre a importância do rio Tietê em seus aspectos ambiental, econômico e social. O propósito do projeto, segundo Miguel Ribeiro, gerente do Centro de Atendimento do Departamento Hidroviário da Secretaria dos Transportes, é fazer com que os participantes tenham a oportunidade de conhecer o rio Tietê no contexto da hidrovia Tietê-Paraná e os produtos que são transportados pelas balsas ao longo do trecho da hidrovia, como cana, soja, ferro, papel, álcool e pedra, entre outros.
Como parte do programa, os alunos deverão elaborar textos, redações, poesias e crônicas, além de apresentar trabalho manual, como maquetes, colagens e desenho a mão livre.
Dessa maneira, desde cedo as crianças terão consciência ambiental, saberão o que prejudica (ou não) o meio ambiente, como melhorar a qualidade de vida no todo, não só em relação ao rio Tietê.
Aqui está um dos trabalhos realizados pelos alunos da Escola Municipal Francisco Alvares Florence (FAF):


Texto com auxílio do site

- http://www.jornalliberdade.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=1123&Itemid=9

segunda-feira, 17 de maio de 2010

sábado, 15 de maio de 2010

História do rio Tietê

Onde nasce o rio Tietê?
Sua nascente se localiza no município de Salesópolis em uma altitude de aproximadamente 1.030 metros. A região é conhecida como Pedra Rajada, na Serra do Mar. Diferente dos outros rios, o Tietê ignora o mar e avança para o interior de São Paulo e suas águas chegam até a nascente do rio Paraná, na divisa com o Mato Grosso, por cerca de 1.150 km.
História
O primeiro núcleo formado perto das margens do rio Tietê foi São Paulo. Depois, são formados outros complexos como Guarulhos, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Freguesia do Ó, Santana de Parnaíba e Porto Feliz. Nessa época, o rio era utilizado como meio de transporte, meio de subsistência e diversão. Mesmo depois das grandes enchentes causadas pelo Tietê, no momentos em que o rio estava mais tranquilo era usado para o divertimento das pessoas, que realizavam partidas de futebol e piqueninques em suas margens. Já em suas águas eram praticados esportes náuticos e a pesca.
A morte do rio começou na década de 1920, com o investimento da empresa Light na construção da Represa Guarapiranga e das hidrelétricas Edgar de Souza e Rasgão, em Santana de Parnaíba. No entanto, mesmo nessa década e em 1930, ainda era praticada no rio atividades como a pesca e atividades esportivas. Foram criados alguns clubes de regata e natação, como o Clube de Regatas e Espéria.
O processo desenfreado de poluição do rio por esgotos doméstico e industrial no trecho de São Paulo ocorreu nas décadas de 1940 a 1970 e teve sua origem por causa da industrialização e da expansão urbana nesse mesmo período. Os principais afluentes afetados foram os rios Tamanduatei e Aricanduva.
No ano de 1962, a Comissão Especial para o Programa de Despoluição do Rio Tietê apresentou um relatório das águas do rio examinadas pela CETESB (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental do Estado de São Paulo) por todo o seu percurso. As conclusões foram decepcionantes.
Próximo à sua nascente, as águas estavam em seu estado natural. Perto da região de Mogi das Cruzes, a água apontava a presença de esgotos domésticos e baixa contaminação de coliformes fecais. No Jardim Nova Cumbica, o rio era classificado como morto, pois apareciam grandes quantidades de efluentes domésticos e industrias. Na ponte dos Remédios, o rio já podia ser classificado como impróprio.
Nos anos 1980, o rio atingiu um nível desagradável e já era considerado imundo e com odor desagradável. Toda a vida que ali existia já tinha morrido, assim como o desaparecimento da transparência em suas águas. O Tietê passou a ser coberto por uma película oleosa. Isso ocorreu por causa da falta de vontade política dos governantes da época e a falta de consciência e educação ambiental da população, que impediu qualquer movimentação para salvar o rio.
São retirados do rio Tietê e do rio Pinheiros cerca de cinco milhões de metros cúbicos de lixo e efluentes de esgotos domésticos e industriais.


Texto baseado nos sites: http://riotiete.sites.uol.com.br
www.wikipedia.com.br





quinta-feira, 13 de maio de 2010

Apresentação aos leitores


Caros leitores,

A iniciativa da criação deste blog veio a partir de um projeto de graduação do curso de jornalismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie, cuja disciplina envolvida é meio ambiente e sustentabilidade.
Gigante pela própria natureza e fruto de lembranças quase extintas nessa geração, o Rio Tietê é foco dessa peça, a qual pretende abordar a história, os projetos anteriores, presentes e futuros e entrevistas com especialistas aptos a responder questionamentos de cidadãos comuns. Dessa forma, o ideal de jornalismo público será viável através da aceitação de sugestões de pautas, críticas e elogios que eventualmente poderão ser postadas no blog, a fim de promover o engajamento público.
Como estratégia para atração de espectadores e dinamização do blog, variados gêneros jornalísticos serão utilizados para a integração dos leitores com conteúdo ambiental de qualidade, além de vídeos e imagens exibidos e devidamente creditados.
Nós, da equipe do Sustenta Tietê, esperamos que nosso produto seja útil para o conhecimento de todos aqueles que se preocupam com pautas ambientais, principalmente focadas no Rio Tietê.
Aproveite e colabore você também com essa causa!!!

Rita Albuquerque, Ana Beatriz, Thais Peixoto, Cinthia Martins e Stéfane Valvassori

Equipe Sustenta Tietê.